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05/03/2010 - GERADORES DA SOLARIS SÃO APLICADOS EM DOIS GRANDES PROJETOS NAVAIS NAS CIDADES PORTUÁRIAS DO RJ E SANTOS

Por seis meses, geradores da Solaris ficam embarcados em navio no Rio de Janeiro, com a função de dique móvel. E nos próximos meses, também irão fornecer energia em base de exploração de gás natural no litoral de São Paulo

Depois de um longo período sem investimentos na área Naval -- já chegamos a ostentar a segunda frota naval do mundo --, o Brasil retoma o foco nesse setor com injeções de capital na infra-estrutura, na construção de plataformas petrolíferas, e para o segmento de locação de máquinas e equipamentos isto significa começar 2010 com reaquecimento imediato nos negócios.
Líder no setor de locação de equipamentos para obras de infraestrutura e serviços, a Solaris vê com otimismo as perspectivas, muito melhores que nos últimos três anos, já que boa parte de todos os investimentos nacionais são feitos no Rio de Janeiro no desenvolvimento Naval, principalmente na exploração de gás, petróleo, Pré-sal, produção e escoamento siderúrgico etc. Não à-toa, a empresa possui filial na capital carioca, de onde são prospectados novos negócios. Os mais recentes envolvem fornecimento de energia por meio dos grupos geradores da Solaris para dois grandes projetos navais.

RIO DE JANEIRO
Por seis meses, os geradores da Solaris geraram energia para a construção e para o load-out de uma plataforma e módulos operacionais para exploração de gás natural e seu respectivo transporte através de balsas de grande capacidade com tanques compensatórios até o mar profundo.
Em outra aplicação, os grupos geradores foram embarcados em um navio no Rio de Janeiro onde também serão responsáveis pelo fornecimento de energia. As fontes próprias de energia da embarcação estavam extremamente obsoletas e não existia prazo definido para que voltassem a operar. Com a solução oferecida pelos grupos geradores da Solaris, o navio pode seguir a operação, fazendo suas docagens e desdocagens de outras embarcações.

SANTOS
Algumas reservas de gás foram descobertas no litoral, recentemente, entre o Rio de Janeiro e São Paulo. Nessa região, em off-shore, está sendo instalada uma base exploratória – plataforma tipo "jaqueta" fixa, não submersível, de grande porte, com potencial para a exploração do gás natural por várias décadas, do fundo do mar, a quase 200 metros de profundidade.
Na base exploratória no litoral de São Paulo, os grupos geradores da Solaris também fornecerão energia para o start-up operacional e comissionamento (testes pesados com carga) de todo sistema explorador da reserva de gás (bombas, caldeiras, maquinário pesados em geral). Posteriormente, um sistema de turbinas será colocado em marcha para suprir as imensas necessidades de energia da plataforma. Aqui, o trabalho se divide em duas etapas – On Shore (parte construtiva da plataforma) e Off Shore (funcionamento da plataforma).

RECUPERAÇÃO
Recuperar a indústria naval está entre as prioridades do Governo, e os investimentos não são apenas na produção de novos navios, mas na construção de plataformas que a Petrobras contrata no Exterior, novas frotas de navios, na reforma e construção de novos estaleiros. Tudo isso demanda locação de equipamentos, e para a Solaris representa um potencial enorme abrindo o horizonte para novos negócios, já que o Brasil quer tornar-se referência mundial na produção de embarcações e plataformas.
O Rio de Janeiro responde, em grande parte, pela manutenção do sistema naval atual, que quase sempre está aquecido, mesmo em anos mais difíceis. E a filial carioca da Solaris é responsável por cerca de 20% do faturamento da empresa.

SOLARIS INVESTE US$ 40 MILHÕES NA AMPLIAÇÃO DE FROTA NO BRASIL
Apesar do cenário nebuloso da economia mundial em 2009, a Solaris comemora o resultado dos investimentos na nova linha de equipamentos de movimento de terra para locação.
“O projeto do Gasduc III foi nosso primeiro negócio com esta nova linha”, comemora Paulo Esteves, Diretor da Solaris. Pelo menos 100 máquinas foram locadas, entre escavadeiras, motoniveladoras, pás carregadeiras, tratores de esteira, compactadores de solo, geradores e compressores de ar.
Neste ano, a Solaris cresceu 15% em relação a 2008 – quando registrou 53% de aumento em seu faturamento, com receita líquida de US$ 52 milhões, contra os US$ 34 milhões de 2007 –, mas considera um resultado satisfatório diante das dificuldades enfrentadas.
Para 2010, as projeções são bem otimistas. Esteves revela que serão investidos cerca de US$ 40 milhões em novos equipamentos (plataformas, manipuladores, geradores, compressores e para movimento de terra). Além disso, o crescimento previsto para o próximo ano é de cerca de 40%.
“Depois de quatro anos de crescimento contínuo, em 2009 dois indicadores de nosso negócio foram afetados: a utilização da capacidade instalada da indústria e a paralisação, cancelamento e adiamento de projetos nos setores de siderurgia, petróleo e mineração”, revela Esteves. Mas ele acredita na recuperação da atividade industrial e na retomada de investimentos no próximo ano.
A Solaris aposta no potencial da Copa do Mundo 2014 e das Olimpíadas 2016. “Criamos até uma área de negócios dedicada exclusivamente à prospecção de negócios visando esses megaeventos”, revela.
O executivo afirma que nos últimos anos vem sendo detectada no mercado uma maior receptividade nas empresas para a locação de equipamentos. E em 2009 novas aplicações foram registradas, a exemplo das ações da Polícia Militar de Belo Horizonte -- com aplicação das plataformas aéreas na segurança preventiva, como estratégia para potencializar o policiamento em lugares específicos e eventos que reúnem grande número de pessoas.
Além disso, no GP Brasil de Fórmula 1 de 2009 as máquinas da Solaris foram aplicadas em serviços de manutenção e montagem das estruturas temporárias. E até estão presentes na montagem do Cirque Du Soleil em sua turnê pelo Brasil, que continua até 2010. “Esses negócios criam novos nichos de mercado a serem explorados”, aposta Esteves.
E mais! Os clientes começam a perceber as inúmeras vantagens de alugar um equipamento, como liberação de capital para investir em seu negócio, contribuindo para melhoria de seus balanços, ter à disposição equipamentos modernos e de última geração pelo tempo que for necessário e, fundamentalmente, concentrar seus esforços e foco no negócio principal da empresa. “Como este setor ainda é pouco desenvolvido no Brasil, acreditamos em muitas oportunidades a serem exploradas nos próximos anos” prevê.
Em 2009, a Solaris também investiu na consolidação de seu modelo de negócios para venda de equipamentos seminovos. “Estamos criando um mercado de venda de máquinas usadas de qualidade, oferecendo equipamentos com certificação de origem, em perfeitas condições de uso e a preços extremamente competitivos”, conta Esteves. A partir destas ações, a divisão de locação da empresa renova sua frota e oferece equipamentos seminovos ao mercado.
A Solaris entra em 2010 trabalhando o cenário para os próximos três anos e retomando projetos de antes da crise, como a abertura de três novas filiais, investimentos para compra de novas máquinas e dando continuidade ao seu plano de crescimento com a contratação de cerca de 100 novos colaboradores.
“Em 2009, investimos na melhoria de nossos processos, organizamos a área de vendas, implementamos um programa de redução de custos e revisamos todo o processo de manutenção de nossos equipamentos. Para o início de 2010, teremos tudo isso implementado com uma operação muito mais eficiente para atender a demanda que está por vir. Buscamos constantemente vantagens competitivas e crescimento sustentável, e as expectativas são as mais positivas”, finaliza.
Além de estarem presentes na construção residencial, os equipamentos e máquinas da Solaris são aplicados em serviços de manutenção dos setores petroquímico, papel e celulose, siderurgia, industria naval e construção pesada (obras de infra estrutura). A empresa possui negócios em todo o País por meio de suas 11 filiais.
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